Dia do Julgamento

"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: 'O que fiz hoje pelos outros?'"

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Da Insatisfação à Motivação

COMO TRANSFORMAR O DESCONFORTO EM ALGO POSITIVO

Por Stefânia Akel

“Felicidade’ é a palavra mais desgastada de qualquer idioma”, afirma o acadêmico norte-americano Erol Ozan. De fato, poucos conceitos parecem tão abrangentes, tão abstratos e, ao mesmo tempo, tão inalcançáveis. Dada a grande expectativa com esse sentimento, o aborrecimento por não conquistá-lo acaba sendo uma sensação mais frequente do que a maioria das pessoas gostaria. Como, então, tirar o foco da insatisfação e voltar-se para atitudes concretas, capazes de modificar a vida para melhor? O princípio dessa jornada pode estar numa revisão de prioridades.
É o que sugere a professora do MBA em Gestão Empresarial e Coaching da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e coordenadora de projetos de capacitação da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), Adriana Thomé Yázigi Abrão. “É primordial que você faça um exercício de autoconhecimento e veja outras opções disponíveis. Quais são suas reais necessidades? O que te faz feliz de verdade? O que é importante para você alcançar seus objetivos?”, diz a especialista.
A professora ressalta que, quando esse tipo de frustração se dá na vida profissional, é preciso levar em conta se é viável, diante das circunstâncias, mudar de emprego. Caso isso não seja uma opção, inclusive por questões financeiras, é recomendável observar atentamente o ambiente interno — ou seja, seus anseios, suas ambições, suas metas — e o ambiente externo — as necessidades e oportunidades da organização ou do mercado do qual você faz parte. Após avaliar essas duas variáveis, é possível, por exemplo, se propor a realizar diferentes funções dentro de uma empresa ou mesmo partir para outro ramo de atividade.
“O medo e a angústia podem tomar conta da gente”, reconhece Yázigi quando o assunto é insatisfação no âmbito pessoal. “Mas cabe a nós avaliar a situação e procurar sair dela da melhor forma possível. Há profissionais que podem ajudar, desde um coach, um psicólogo, um líder religioso, até o próprio chefe ou os colegas de trabalho. Eles podem abrir nossos olhos e nos fazer refletir: ‘Será que é hora de mudar?’.”
Acima de tudo, perceber uma situação como insatisfatória serve de alerta. É o momento em que se nota que há algo de errado e quando se começa a reconhecer que há também algo a ser transformado. É comum brotar um sentimento de insegurança ao decidir virar o jogo, entretanto essa mesma sensação é que impulsiona as grandes mudanças de curso. Com o tempo, o hábito de encarar os dissabores objetivamente gera um ciclo virtuoso de autoconhecimento, com ganho de capacidade para adotar posturas mais maduras diante daquilo que incomoda — e aí, sobra mais espaço para os prazeres da vida.

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